Turismo de Base Comunitária
no Cabula e Entorno

 Mônica Freire de Souza, é natural de Ibotirama (interior do estado da Bahia, às margens do rio São Francisco). Filha de pescadores e mãe de dois filhos. Mora no bairro de Engomadeira há cinco anos, e desde 2017 está integrando um grupo de artesanato, chamado Cultarte, situado no PAM (Pavilhão de Aulas Multidisciplinar) Campus l da UNEB.

A sua história com o artesanato vem desde a época de sua avó, que fazia almofadas e colchas com retalhos de tecido, costuradas a mão. A mesma fala que admirava a paciência de sua avó e a habilidade que desenvolvia em suas peças.

Depois do nascimento de sua filha, ela ficou sem trabalho e sem renda. Mônica nos diz que sempre foi muito vaidosa e, como toda mãe, gostava de ver a sua filha sempre arrumada, com lacinhos e adereços no cabelo, mas nem sempre tinha condições para adquirir. Então, resolveu comprar materiais e fazer os próprios acessórios para o uso de sua filha. “Deu tão certo que, de repente, eu já estava fazendo encomendas para os familiares e amigos. Fazia colares, tiaras e pulseiras usando fitas de cetim e viés”.

Mudou-se para Salvador no ano de 2013. Ela nos diz que no início foi muito difícil, pois a vida na capital é bem diferente da realidade de onde ela veio, se sentia num tipo de “prisão domiciliar”. Aos poucos foi desenvolvendo, conhecendo e fazendo amizades com pessoas novas. Matriculou sua minha filha no projeto Proemuci (Projeto de Educação Musical e Cidadania), que funciona na igreja católica Ascenção do Senhor, no bairro da Engomadeira. Através do Proemuci surgiu o Grupo de Mulheres da Engomadeira, que foi fundado por três estudantes juntamente com as mães dos alunos do projeto.

 

    Imagem: Arquivo pessoal

O grupo chegou em um momento bem delicado de sua vida, ela precisava de alguma atividade fora de seu cotidiano, com isso, agarrei a oportunidade e voltou a fazer algo que tanto ama e que a realiza (o artesanato).

Integrante do GME (Grupo de Mulheres da Engomadeira), fez curso de arte em feltro no ateliê Maricotinha Araújo, além de participar de algumas feiras e eventos, expondo os seus produtos. Em um desses eventos conheceu parte das integrantes do Cultarte, e também a professora Francisca de Paula, que adquiriu uma de suas peças.

Em 2017 o GME foi convidado a participar do ETBCES, logo depois, Mônica participou de uma reunião, a partir daí se tornou integrante do coletivo Cultarte. “Participar desse grupo, que funciona com o apoio da universidade, é uma honra para mim. Me sinto privilegiada por estar sendo orientada e convivendo com professores, universitários, pesquisadores, etc”.

 

“O Cultarte não é só uma oportunidade de comercializar e dar visibilidade aos meus produtos, o Cultarte, para mim, também é um ambiente de aprendizagem, um espaço coletivo e autogestionário. O Cultarte vai além do artesanato.

 

Por: Ana Paula Silva

 

 

Obs: Editado dia 13/12/2018