Turismo de Base Comunitária
no Cabula e Entorno

Rosane Sales dos Anjos conhecida como Rosa é natural de Salvador, Bahia, nascida no bairro da Liberdade, na Rua do Japão. Atualmente mora em Pernambués, há mais ou menos dez anos, um dos bairros do entorno da região do Cabula.

Sua formação acadêmica bacharelado em Turismo, pela Faculdade de Olga Mettig – FACTUR. Aproximou-se do Turismo de Base Comunitária, onde está até a presente data como voluntaria, através do Projeto TBC, conheceu todas as expressões artísticas das comunidades.

Com um ano de caminhada, pela região do Cabula e seu entorno, o Projeto de Turismo de Base Comunitária, achou importante organizar o seu I Encontro – ETBCES – Encontro de Turismo de Base Comunitária e Economia Solidária, onde foram reunidos também os artesãos para evidenciarem sua arte e comercializar seus produtos. Nesse momento coube a Rosa dentro da organização do Encontro, ficar com os artistas em geral e os artesãos.

A sua história com a UNEB foi por meio do Turismo de Base Comunitária, ela ouviu a professora Francisca de Paula, docente da instituição, em uma entrevista na TVE sobre Turismo de Base Comunitária, se identificou com a proposta do Projeto e foi a procura da docente. Foi convidada pela mesma para fazer parte da equipe do TBC. Depois foi contratada na incubadora tecnológica – ITCP, da mesma instituição, como turismóloga, no quadro do Projeto CIPAR, implantação do TBC na comunidade de Xique-Xique, Bahia. Contudo continuou paralelamente com os artesãos, e articuladora do Projeto TBC, em Pernambues, um dos dezessete bairros alcançado, realizando cinco roteiros temáticos.

Rosa relata que o Cultarte é formado pelas artesãs e artesãos, artistas e pessoas da área de culinária, teve a feliz ideia de se tornar um grupo. Isso aconteceu na II ETBCES, tendo como porta voz desse desejo seu Adenil, que veio falar com ela com o objetivo de continuarem juntos, ao invés de só se verem nas feiras, e requerendo imediata concretização desse desejo. Dessa maneira, ela abraçou a ideia e o incentivou a liderar o grupo, pediu para o mesmo que relacionasse os nomes de todos e em seguida marcassem um encontro. “Como eu já estava trabalhando, na ITCP que é uma incubadora de cooperativas comunitária, eu aí levei eles pra lá dando início de incubação. O que não chegou a ser concretizado [...] mas começaram o processo de formação do grupo, com um trabalho dos alunos de designer sobe a direção da professora Bia Simões e de outro professor que criaram a logo e um book com a estrutura física para a exposição dos produtos. Nas reuniões com a ITCP, buscou-se a elaboração de um Regimento Interno, e sua denominação, Cultarte”. Nos conta Rosa que assim ajudou a criar o Cultarte, em 2012.

Ela diz que se sente mais humana e realizada em ver o seu semelhante se descobrindo, porque eram pessoas até então, não sabiam que eram tão importantes, que tinham tanto potencial e através desse Projeto TBC, tomaram consciência de que faziam arte e não sabia.