Turismo de Base Comunitária
no Cabula e Entorno

Sílvia Cristina Pires Bispo é natural de Salvador, moradora do bairro Estrada das Barreiras. Solteira, mãe de dois filhos (o mais velho foi pela avó e o caçula cria sozinha, sendo que o pai só ajuda com a pensão).

A mesma nos conta que o artesanato entrou na sua vida há 29 anos, que era artesã e não sabia. Foi a partir de um desafio de seu irmão de fazer qualquer coisa (estava sem nenhuma ferramenta). Fez um boneco, só com palha de banana seca (no fundo do quintal de sua casa tinha muitos pés de bananeira). Desde esse dia foi despertada sua curiosidade sobre artesanato. Aprendeu a fazer bonecas sozinha, olhando sua amiga as escondidas, pois, pediu ajuda para aprender e foi-lhe negada.

Sílvia trabalha com reciclagem. O que é o lixo para ela? Criação, renovação, arte. Os materiais utilizados por ela são: CD, papel (jornal, encarte, revistas), cola quente, vidro quebrado, pote de vidro e demais materiais recicláveis. Sendo o papel sua matéria prima. O pote de azeite doce é feito boneca/o.

Sobre o investimento em tempo e dinheiro, ela fala que tempo vale, pois, quem é artesã jamais enjoa de sua profissão.

Ao falar sobre a renda do artesanato, se vive com qualidade ou passa por dificuldade, Sílvia diz que as pessoas não dão muito valor, que é preciso ter outra renda fixa.

Sobre os pontos positivos e negativos de ser artesã, Sílvia fala que só ver positivo, que tira a pessoa da depressão, como no caso dela que é muito severo. Quando começa a fazer suas produções “esquece de tudo”, esquece que é deficiente do braço direito, esquece dores, esquece problemas. Sobre os negativos, ela fala que não ver é a falta de valorização com produtos recicláveis e a renda que não entra muito.

Além do artesanato Sílvia exerce outro trabalho, é empacotadora em supermercado.

A sua história com a UNEB começou com a feira do Cultarte que estava no CESI, no bairro de Narandiba, onde a mesma estava dando aulas e estava com suas esculturas, a partir disso obteve as informações necessárias para entrar no grupo e participar de outras feiras. E assim, fez a primeira visita ao coletivo, conheceu o grupo do Cultarte. Entrando para o grupo em agosto para setembro de 2018. Sílvia fala que se sente satisfeita fazendo parte do Cultarte.

 

Sílvia tem um projeto “# adote um lixo”, criado por ela mesma, mas que por enquanto não colocou em ação. Ela fala que temos lixo em nossa casa por toda parte, não percebemos, descartamos e acaba indo para o meio ambiente. Com isso, o objetivo desse projeto é de uma pessoa adotar um lixo e entrar em contato com ela. Até se a pessoa quiser aprender como reciclar ou fazer alguma produção, a mesma ensinará. Fala também que, com as poluições as baleias e as tartarugas estão morrendo. Adotar um lixo é adotar um animal. Assim as tampas de garrafas, lata de cerveja e tantos outros não vão para o estomago de uma baleia, evitará o desaparecimento dos animais futuramente. 

 

Contatos e fotos se encontram abaixo:

https://artesanatocultarte.blogspot.com/2019/07/trabalhar-com-reciclagem-e-arte-criacao.html

Por: Ana Paula Silva